Debate sobre consumo racional começou na década passada

 

  Consciente da importância do uso racional da água para a indústria da construção, o SindusCon-SP iniciou uma ação pela mudança de cultura do setor com relação ao assunto há mais de 10 anos. Em 2005, em parceria com a Fiesp e a ANA (Agência Nacional de Águas), o sindicato publicou o Manual de Conservação e Reúso da Água, com informações e orientações para construtoras, incorporadoras, projetistas, gestores públicos e privados. Reeditado e atualizado, o material acaba de ganhar nova versão. Segundo Francisco Vasconcellos, vicepresidente do SindusCon-SP, nos últimos anos as construtoras têm trabalhado a questão em três frentes: na etapa de projeto e definição do produto; na execução da obra com técnicas da chamada “construção seca”; e no uso racional da água pelo cliente final, por meio da utilização dos redutores de vazão em torneiras e chuveiros, bacias sanitárias de baixo consumo, medidores individualizados nas unidades etc. Hoje, estas ações veem sendo intensificadas pelas construtoras, e a utilização de fontes alternativas como a água de reúso, passam a ser cada vez mais frequentes. No entanto, tais ações tem um alcance de médio e longo prazo e para enfrentar a crise hídrica atual, as construtoras têm adotado nas suas obras em execução soluções mais próximas àquelas já adotadas pela população em geral, tais como o consumo consciente da água potável nos canteiros. Também podemos observar, a captação e amazenamento da água de chuva, a compra de água através de caminhões pipa, e até o uso da água captada na drenagem dos subsolos. Com propostas de aplicação práticas e de fácil aplicação, o Manual reeditado servirá como um guia para as empresas do setor na obtenção de bons resultados na redução do consumo de água potável. Rodízio O setor está bastante apreensivo, principalmente quando se trata das obras em execução, com o impacto que a implantação de um sistema de rodízio no fornecimento de água pela Sabesp poderá gerar. “De certa forma, nossa preocupação é a mesma de qualquer outro cidadão, mas por se tratar de um setor que emprega milhares de pessoas, este impacto poderia no limite, obrigar a uma paralização das obras, e isto seria catastrófico”, acrescentou Vasconcellos. Neste sentido, o quanto antes forem divulgadas as estratégias da Sabesp e da Secretaria de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, para fazer frente à atual crise, maior será a capacidade das empresas construtoras de se adaptarem, e portanto de reagirem à escassez de água.

 Fonte: Revista: MANUAL DA CONSTRUCAO (edição de março/2015)

Créditos: Francisc Vasconcellos, vice presidente do sinduscon

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