O tempo de saltar para frente é agora

Presidente de Associação fala sobre Indústria 4.0

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Em primeiro lugar, a ideia de alavancar tecnologias para criar produtos e serviços premium que se encaixam no perfil de uma economia orientada à inovação e as infinitas possibilidades oferecidas pelos avanços na tecnologia da informação e comunicação inspirou o advento da Indústria 4.0, que chega com sucesso, ao mesmo tempo em queo mundo em meio a uma transição histórica e impulsionado pela tecnologia exige a necessidade de um repensar.

Portanto, tomar medidas decisivas no sentido de construir os avanços requeridos pela indústria brasileira, como parte de uma iniciativa para incorporar tecnologias inteligentes, passa pela ampliação da infraestrutura da informação e comunicação, para garantir segurança e confiabilidade suficientes no apoio às centenas de bilhões de dispositivos industriais que se conectam à Internet industrial global das coisas.

As empresas, por sua vez, precisam compreender profundamente a Indústria 4.0, as suas implicações para os seus negócios, e, assim, se preparar para adotar e alavancar as tecnologias a seu favor. Para ter um impacto significativo, as empresas têm de desenvolver aplicações que sejam relevantes e rentáveis para os seus clientes, para que possam ser incorporadas ao mercado, além de investir em recursos necessários a longo prazo para aplicação estas tecnologias em seus negócios.

Os trabalhadores devem adquirir as habilidades para o exercício de funções novas, de criação de valor. Com isto, o sistema de educação nacional também terá de moldar as percepções sobre as carreiras promissoras na fabricação e começar a planejar agora a força de trabalho para o futuro.

Indústria 4.0 processa as suas manufaturas usando a fabricação contínua, que recolhe e analisa os dados e faz correções ao longo do ciclo de produção, permitindo que os produtos a serem produzidos de forma mais barata e com menos impacto sobre o meio ambiente se apoiem nas tecnologias: robôs autônomos, big data, realidade aumentada, manufatura aditiva, a Internet das coisas, a integração do sistema horizontal e vertical, a simulação, a nuvem  e a segurança cibernética.

A manufatura aditiva na Indústria 4.0 é usada para produzir com maior facilidade pequenos lotes de produtos personalizados com impressão 3D. Ela tem como alvo, por exemplo, os setores aeroespacial, médico e odontológico, entre outros, com sua capacidade de criar protótipos de produtos e serviços de engenharia 3D. O que a Indústria 4.0 faz é, por meio desses desenvolvimentos, ligar os vários dispositivos e máquinas em cada etapa do processo, desde a matéria-prima até o usuário final. Isto permite um nível sem precedentes de integração entre sistemas de informação, de comunicação e de fabricação.

As tecnologias e ferramentas permitem à Indústria 4.0se tornar mais sofisticada, ajustando automaticamente as suas ações para que possam simular a fabricação de peças com um tempo de processamento reduzido em 80%.

Neste novo modelo será possível tornar a competitividade da indústria nacional cobiçada pelos investidores, mas também traz à baila o  agravamento da crise da força de trabalho, proporcionada pelo advento de uma automação que reduz a necessidade de trabalhadores pouco qualificados nas tarefas de rotina. Em paralelo, novos postos de trabalho, mais qualificados na programação das máquinas, análise de dados e manutenção das redes de informação e comunicação, serão criados, reforçando as iniciativas em torno da educação e da aprendizagem ao longo da vida.

Para as pequenas e médias empresas as tecnologias adotadas e em funcionamento nos termos da Indústria 4.0aumentam a sua produtividade, reduzindo seus custos e ampliando sua flexibilidade operacional. 

Esta é a Indústria 4.0, onde a computação, integrada às redes de informação e comunicação e aos processos físicos, está revolucionando a fabricação. Esta Quarta Revolução Industrial estampa muitas discussões, tanto pelas ameaças como pelas oportunidades que apresenta. Por isso, o tempo de se saltar para a frente é agora.


Autor: Eng. João Ulysses Laudissi – Presidente da Associação Regional de Engenheiros, Arquitetos, Agrônomos, Tecnológos e Técnicos da Indústria (AREATI) da Região de Americana, Hortolândia, Nova Odessa, Santa Bárbara D Oeste e Sumaré.

Fonte:

http://www.creasp.org.br/noticia/institucional/2016/07/13/o-tempo-de-saltar-para-frente-e-agora/2162 

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