Transmissão deve ser maior destaque no setor elétrico em 2017

 

transmissão

As taxas de retorno mais atrativas e o início do pagamento das indenizações por ativos antigos que tiveram as concessões renovadas devem ajudar a impulsionar o segmento de transmissão de energia neste ano.

Nos últimos anos, falava-se constantemente em gargalos de transmissão, e os leilões promovidos pelo governo sofriam com a falta de interessados. Depois do bem sucedido leilão de linhas de transmissão realizado em outubro e que negociou 21 lotes com expectativas de investimentos de R$ 11,6 bilhões, as transmissoras de energia estão com boas expectativas para 2017.

Além da realização de novos leilões do tipo, a Associação Brasileira de Empresas de Transmissão de Energia (Abrate) aguarda para julho o início dos pagamentos das indenizações por investimentos não remunerados em ativos antigos de transmissão que tiveram a concessão renovada pela Medida Provisória (MP) 579, que completa cinco anos em 2017.

“Isso [o pagamento] ocorrendo significa a recuperação econômico-financeira dos contratos dessas empresas, que poderão investir em reforços e melhorias, que no ano passado demandaram R$ 3 bilhões”, afirmou o presidente da Abrate, Mario Miranda. Para ele, essa entrada de recursos também dará fôlego para as companhias participarem dos novos leilões.

A melhora no cenário está ajudando inclusive a atrair novas empresas para o setor. A construtora mineira Canopus Holding está se preparando para entrar no setor de transmissão de energia por meio da Antares, empresa criada há seis meses e comandada por José Ragone, ex-presidente da Taesa. “A orientação que temos é de fazer investimentos de médio a longo prazo”, disse Ragone. A Antares já participou do leilão de transmissão de outubro fazendo lances em dois lotes, mas não teve sucesso.

A expectativa da Antares é de conquistar os primeiros ativos de transmissão no leilão previsto para o primeiro semestre deste ano, que deve ofertar 34 lotes e envolver cerca de R$ 12 bilhões em investimentos. “Nossa expectativa é que no próximo leilão possamos conquistar as primeiras concessões da Antares e construir uma história”, disse Ragone.

Outras empresas novatas no setor de transmissão também devem ser destaque neste ano, como a Equatorial, que arrematou sete lotes no leilão de outubro do ano passado, em um investimento estimado em R$ 4 bilhões.

Em relatório, o Goldman Sachs destacou que o setor de transmissão é seu preferido no ano dentro de energia e saneamento, com destaque para a Equatorial. A empresa é a que tem melhor recomendação do Goldman Sachs para 2017, devido ao seu histórico de eficiência na alocação de capital e do potencial de crescimento em novas oportunidades em transmissão.

O leilão previsto para este semestre também é motivo de otimismo para o setor, disse o Credit Suisse em relatório enviado em dezembro. Os analistas destacaram algumas empresas com poder de fogo para investir em grandes projetos, como Cteep, Taesa, Alupar e Equatorial, que podem se beneficiar do momento de expansão em transmissão de energia.

Fonte: Valor Econômico 

Conveniados

/  ResultadoResultado  /Resultado