Valorização Profissional foi destaque na abertura da 72ª SOEA

 

Valorização Profissional foi destaque na abertura da 72ª SOEA

Cerimônia do Mérito homenageou 24 profissionais

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Na abertura da 72ª SOEA - Semana Oficial de Engenharia e Agronomia, evento que aconteceu de 15 a 18/09, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, após discursos de autoridades locais e nacionais da área tecnológica, foram homenageados, na tradicional Cerimônia do Mérito, 24 profissionais que prestaram relevantes serviços à Nação. Constaram da programação do evento dezenas de palestras sobre temas técnicos e da legislação do exercício profissional. Veja, abaixo, um resumo da vida profissional dos homenageados.

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Comissão do Mérito do Confea, responsável pela homologação dos homenageados indicados pelos Creas

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À esquerda, junto a autoridades do Sistema Confea/Crea, o Presidente do Crea-SP, Eng. Francisco Kurimori

HOMENAGEADOS COM A MEDALHA DO MÉRITO:

Prof. Vinícius Furtado Maia Nobre – Ex-presidente do Crea-AL, formou dezenas de gerações de profissionais e adquiriu a primeira sede do Conselho alagoano, hoje um prédio histórico de Maceió.

Eng. de Pesca Rogério Souza de Jesus – O amazonense de Parintins dedica-se há 33 anos à Engenharia de Pesca, mais precisamente aos estudos sobre gerenciamento de recursos pesqueiros e controle de qualidade do pescado de água doce da Amazônia. 

Eng.José Osvaldo Pontes Com 65 anos de registro profissional, o engenheiro que se formou em Juiz de Fora (MG) e fez carreira no Nordeste atuou no Departamento Nacional de Estradas de Ferro (DNEF), onde foi responsável pela construção do trecho Piripiri - Parnaíba, no Piauí.

Prof. José Joaquim Francisco SommerLecionou em três universidades – entre elas a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade Federal de Ouro Preto, José Joaquim trabalhou por cerca de 50 anos no Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), onde exerceu a função de chefe da Divisão de Pontes, tendo executado as obras de boa parte das pontes e viadutos de Belo Horizonte.

Alfredo Kingo Oyama HommaHoje referência acadêmica nos estudos das culturas da juta e da pimenta-do-reino, Alfredo Homma é neto do pioneiro que trouxe as primeiras sementes para o Brasil. Dedicou grande parte da vida ao produto que é utilizado na fabricação de sacarias para transporte de café, a juta, uma fibra têxtil vegetal que chegou a representar 30% da economia da região amazônica entre as décadas de 1930 e 1960, dando ignição econômica para os estados do Amazonas e do Pará, junto à pimenta-do-reino, outro produto com grande relevância econômica para o Norte do país.

Eng. CivilCarlos Alberto Batinga Chaves Especialista em transporte, desenvolvimento urbano e gestão pública, Batinga foi responsável pelos planos diretores de três capitais nordestinas. Foi prefeito de sua cidade natal, Monteiro, na Paraíba, quando ajudou a mudar a realidade do Cariri Paraibano. “Foi uma revoluçãozinha”, lembra modestamente.

Carlos Fernando de Araújo Calado – “Valorizar a estrutura como solução para viabilizar obras sonhadas” – assim Carlos Calado define a satisfação de ter no currículo um vasto rol de obras estruturais. Para o profissional, uma das obras que representa a saudável parceria entre arte e cálculo é o Monumento Memorial de Petrolina, cujo projeto arquitetônico inicialmente apresentado era inviável estruturalmente. “No entanto, discutindo estrutura e arquitetura, chegou-se a uma solução que respeitou as imposições técnicas de projeto e execução, sem macular o partido arquitetônico”.

Ubirajara Ferreira da Silva Nascido em 14 de abril de 1933 no Rio Grande do Norte, Ubirajara Ferreira da Silva registra em seu currículo de atividades profissionais a construção de 490 pontes, viadutos e passarelas, a análise de mais de 1,2 mil projetos de pontes, entre elas a que liga as margens do rio Pindaré, no Maranhão, e as margens do Rio Cotingó, em Rio Branco. O viaduto Francisco Sales, em Belo Horizonte (MG), obra em concreto protendido, também é de sua autoria.

Luiz Carlos Pinheiro Machado – Nascido em 3 de setembro de 1928, em Porto Alegre (RS), Luiz Carlos teve sua vida acadêmica dedicada à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde cursou a graduação e doutorado, foi professor-assistente, livre docente e o professor catedrático mais jovem da história da UFRGS. Dedicou-se ainda ao magistério na Universidade Federal de Santa Catarina, e em duas universidades da Argentina.

Eng. AgrônomoMário Hamilton Vilela – Natural de Uruguaiana (RS), Mario nasceu em 22 de dezembro de 1939 e cresceu em uma família de produtores rurais da região fronteiriça com Argentina e Uruguai. Muito cedo foi motivado a estudar a produção agropecuária. Em 1959 seguiu para Pelotas (RS) para cursar Engenharia Agronômica. Aos 24 anos estava formado e, ao voltar para sua cidade natal, passou a lecionar ciências físicas e biológicas no Colégio Estadual Dom Hermeto, onde começou a longa e bem-sucedida carreira de docente.

Eng. de Minas Ruy Hülse – Ruy Hülse foi presidente do Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc) e prefeito de Criciúma (SC), tendo dedicado boa parte de sua vida às faculdades, cursos técnicos e iniciativas sociais da Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina (SATC).

Eng. Civil Orlando Saliba  – Orlando Saliba não seguiu a tradição de comércio internacional de couro da família libanesa: as carências da população brasileira acabaram levando-o para outro caminho. Primeiro, em atuações nas regiões Norte e Nordeste, ainda enquanto se formava em Engenharia Civil, na capital paraense. Depois, como engenheiro sanitarista, atuando em todo o Estado de São Paulo, durante mais de cinco décadas.


PROFISSIONAIS INSCRITOS NO LIVRO DO MÉRITO:

Eng. Civil Francisco Assis PortelaClassista engajado em causas sociais, o baiano Francisco Assis Portela (4/10/1922 – 17/11/2011) foi um profissional que se dedicou à Engenharia por 57 anos.

Arlindo Coelho Fragoso – Baiano da cidade de Santo Amaro da Purificação, Arlindo passou sua infância e adolescência entre as cidades portuguesas de Porto e Lisboa. Quando regressou ao Brasil, estudou na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, então capital do Império. De volta à Bahia, em 1896 Arlindo ajudou a criar com colegas de profissão o Instituto Politécnico da Bahia, que viria a se transformar, um ano depois, na Escola Politécnica da Bahia.

Eng. Agrônomo Ésio do Nascimento e Silva – “Estar em uma entidade de classe não é apenas se fazer presente nas reuniões ordinárias, extraordinárias e assembleias gerais. É, acima de qualquer coisa, um modo de vivenciar a cidadania pela valorização do exercício profissional”. A mensagem assinada por Ésio do Nascimento e Silva representa o legítimo engajamento de um profissional que abraçou o trabalho associativo no Sistema Confea/Crea e Mútua até seus últimos dias.

Eng. Civil Emílio Façanha Mamede Neto – “Era um guerreiro”, define a esposa de Emílio Mamede, Maria Alice, referindo-se à sua luta contra os problemas de saúde. Emílio foi o responsável pelas obras civis da implantação de redes telefônicas em Brasília, ainda na década de 1970, com a Telebrasília. Também na capital do país, sua construtora, Navarro Mamede, acompanhou a construção de escolas, embaixadas e obras para a Caixa Econômica Federal.

Eng. Agrônomo José Messias Miranda – Os 66 anos da trajetória de José Messias Miranda daria um desses enredos que enriquecem o imaginário popular. Precisou batalhar muito na vida e o reconhecimento como “mestre” foi conquistado ao longo de atividades junto à Emater, à Epamig, ao Crea-MG e ainda por meio de inúmeras pesquisas acadêmicas acerca de produtividade, fitotecnia e melhoramento genético, notadamente para a cafeicultura.

Eng. Civil Quidauguro Marino Santos da Fonseca – Símbolo de aridez, aspereza, racionalidade, mas também de um lirismo discreto, latente, a poesia do pernambucano João Cabral de Melo Neto poderia representar a figura de Quidauguro Marino Santos da Fonseca,  cujo nome hoje remete a uma importante avenida de Cuiabá, entre os bairros Praeirinho e Coophema, e ainda a um dos profissionais da Engenharia mais dedicados na história do Estado. Cuiabano arraigado, seus 63 anos de vida foram marcados pelas obras que realizou em sua cidade, fomentando a esperança em suas criações de concreto e de vida, como uma herança aos cinco filhos e as novas gerações de profissionais da área tecnológica.

Telmo Silva de Araújo – A indicação de Telmo Silva de Araújo para o Livro do Mérito do Sistema Confea/Crea e Mútua faz justiça a um verdadeiro empreendedor da ciência e da tecnologia brasileira. A trajetória deste recifense traduz a garra do pesquisador brasileiro. O visionário engenheiro eletricista proporcionou um legado de valorização do pensamento, que engrandeceu o Nordeste e o país como um todo.

O apreço por pensadores ocidentais como Althusser, Sartre e Voltaire e ainda pela poesia de Pablo Neruda e a filosofia de Confúcio, assim como a aproximação com Dom Helder Câmara na Ação Católica e Comunidades Eclesiais de Base, representam a versatilidade deste cientista que deixou seus conhecimentos até mesmo no Extremo Oriente, como representante do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de uma empresa própria, na China. Com direito ao aprendizado do mandarim, considerado um dos idiomas mais ásperos.

Engª Civil Andrea Sell DyminskiEnsino, Pesquisa e Extensão foram as áreas de atuação de Andrea Sell Dyminski, nascida em Curitiba, em 4 de fevereiro de 1970. Líder nata, uma professora apaixonada, competente e entusiasta da Engenharia. As homenagens prestadas por diversas turmas de formandos revelam a influência que exerceu sobre seus alunos.

Antonio José da Costa NunesReferência nacional e internacional, quando o assunto trata de mecânica dos solos, barragens e pontes, além de física, Antonio José da Costa Nunes (29 de abril de 1916 a 3 de agosto de 1990)  tem seu trabalho reconhecido em citações encontradas na história do ensino dessas ciências no Brasil, na formação de seus alunos, na influência sobre outros mestres. Publicou livros, teses, monografias, artigos e fascículos, e ainda participou da fundação da Tecnosolo S.A.

Geógrafo Emmanuel Franco – “Por que os seres vivos estão onde estão?”. É para responder perguntas como esta que existe um ramo da ciência chamado Biogeografia, ao qual se dedicou Emmanuel Franco. Entre seus 14 livros publicados, cinco são sobre os estudos do padrão de distribuição de seres vivos no Nordeste, mais especificamente nos Estados de Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

Ayrton Egídio Mattos Brandão – Do Plano Diretor da cidade, em 1957, à construção de casas populares nos anos 2000, Ayrton Egídio Mattos Brandão foi a pedra fundamental da história da Engenharia da região de Criciúma, em Santa Catarina. De seus 88 anos de vida, 62 foram dedicados à Engenharia.

Eng. Metalúrgico Antônio Ermírio de MoraesFilho, entre quatro irmãos, do engenheiro pernambucano José Ermírio de Moraes, Antônio Ermírio de Moraes nasceu em São Paulo (SP), em 4 de junho de 1928, e sua história se entrelaça: com a história da cidade de Votorantim, no interior de São Paulo, com a história da cidade e do estado de São Paulo, e ainda com a história do Brasil. Tornou-se o principal responsável pela consolidação do Grupo Votorantim, que mantém o nome da cidade onde tudo começou com o avô materno, o imigrante português Antônio Pereira Inácio, em uma pequena tecelagem, comprada pelo  pai de Antônio.

Foi presidente do Conselho de Administração do Grupo Votorantim, que completa 97 anos em 2015. O Grupo Votorantim nasceu de uma fábrica de tecidos fundada em 1918 na cidade paulista de Votorantim. O primeiro passo rumo à expansão ocorreu em 1935, com a aquisição da Companhia Nitro Química. Vinte anos mais tarde, o Grupo adquiriu a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), primeira indústria do setor a atuar no Brasil.

No final da década de 1980 o Grupo passou a investir em papel e celulose e três anos depois ingressou no setor financeiro, com a constituição do Banco Votorantim. Em 2001 criou a holding Votorantim Participações (VPar), hoje atuando em mais de 20 países.

Ao lado do trabalho industrial, Antônio Ermírio foi presidente do Hospital da Beneficência Portuguesa em São Paulo, instituição que mantém cerca de 60% dos seus serviços à disposição dos pacientes carentes e conveniados com o Sistema Único de Saúde - SUS. Também participou ativamente dos principais movimentos de desenvolvimento e democratização do Brasil, com engajamento direto e pessoal em inúmeras campanhas voltadas para a geração de emprego e melhoria da educação e da saúde do povo brasileiro.

Antônio Ermírio de Moraes escreveu dezenas de artigos para jornais e revistas de âmbito nacional. Escreveu e produziu três peças teatrais focalizando problemas brasileiros e foi membro da Academia Paulista de Letras.

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