Voluntários levam energia solar a comunidade quilombola

 

Os sistemas do projeto Pisco de Luz serão instalados nas casas da comunidade Kalunga, na Chapada dos Veadeiros. A meta é beneficiar 100 famílias locais.

Entre os voluntários, estão jipeiros, integrantes do Jipe Clube de Brasília, que são essenciais para que os sistemas cheguem até os quilombolas. Isso porque a região é de difícil acesso. A comunidade é distante aproximadamente 400 quilômetros de Brasília. Em alguns trechos só é possível de chegar de carro com tração 4×4. Além disso, as casas são muito distantes umas das outras. Algumas separadas até por rios.

O projeto

O sistema que transforma energia solar em luz começou a ser desenvolvido em julho pelo empresário, morador de Brasília, André Viegas. Após visitar a comunidade para trabalhos voluntários, ele percebeu a necessidade de levaraté as famílias iluminação. Sem energia elétrica, as pessoas ainda dependem de lamparinas para realizar tarefas noturnas. Isso gera problemas de saúde, devido à fumaça gerada, e expõe os moradores a riscos de incêndios e ataques de animais.

“Já conhecia a dificuldade que eles passam aqui com relação à energia, com relação à internet, comunicação e tive a ideia de pensar numa solução para poder iluminar dentro das casas. Fazer uma solução que fosse possível de aproveitar a energia solar que é abundante no nosso país”, conta André Viegas.

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Voluntários instalam sistema do projeto em um uma residência. | Foto: Amanda carneiro/Pico de Luz/Divulgação

A partir daí, ele começou a trabalhar em um sistema formado por uma pequena placa solar, um circuito inteligente e uma bateria de lítio recarregável. Oito famílias foram beneficiadas. A ideia com os mutirões é multiplicar esse número, já que mais pessoas estarão envolvidas na instalação.

Quem já tem o kit do Pisco de Luz em casa conta que a mudança é grande. Como é o caso de Valdir José da Silva, de 56 anos. “Melhorou 100% na nossa vida. Só da gente ter uma energia e sair do diesel, da fumaça do olho, para mim é importante demais. Melhorou até a saúde da gente da comunidade. Foi uma benção de Deus”.

O mutirão

No primeiro mutirão, as pessoas envolvidas estarão dividas em 13 equipes, formadas por três carros. Esses grupos serão responsáveis pela instalação dos sistemas em quatro casas, ao longo do sábado e domingo. A construção dos 100 kits de energia solar só foi possível após parcerias com empresas e recebimento de doações, por meio de campanha de financiamento coletivo. O projeto conseguiu arrecadar aproximadamente R$ 45 mil reais e continua recebendo doações. Afinal, são pelo menos 300 famílias na região que ainda vivem na escuridão.

Para conhecer melhor o projeto e saber como doar, clique aqui.

Conveniados

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